Writings (Portuguese)

Metamodernism

The three poetry works of mine that I care the most are:

F.G.A.M.

(forthcoming) 

 

I am currently working

and looking for a publisher for this piece

 

Contact:  f.alvesmoreira@umiami.edu

 Charles Baudelaire and the vast majority of 20th century poets (e.g., Manuel Bandeira, Paul Celan, Sylvia Plath, etc.) have followed three aesthetic imperatives that characterize modernism in aiming to shock their readers –– poems should portray deviants; poems should rely on an alternative use of language; and poems should praise the new. Metamodernism is the thesis  that poets should no longer follow these imperatives, but think about and put them into question in aiming to embarrass their readers. Paradoxically, this is a way to still satisfy the three aesthetic imperatives of modernism. I articulate metamodernism much more precisely in the last chapter of my philosophy PhD dissertation as well as in a series of columns I have been writing at the Brazilian-Portuguese literary journal Subversa

 
 
 
 
 

Parque

(2008, Zunái Online)

From the Modernist to the Metamodernist Resistance

(Text of a talk I gave at the University of Miami’s Modern Languages and Literature 2018 Graduate Conference, Lands of Freedom? Oppressions, Subversions and Pursuits of Justice in a Changing World.

Writings (English)

My love is asking me if this poem is for the young ladies


Maybe. 

I don’t know.

But I tell you what.

This spring I buy you a canary.

Then, I call it Love.

Now listen, baby.

It’s not about letting it fly.

It’s not about putting it in a cage.

It’s about death.

Canaries die.

Ozymandias

 

The skin is transparent.

Here is a ribcage that breaks.

You see, then, what there is —between the cracks of the ribs:

ruins of all civilizations of the history of the world.

 

I am The End of History.

I am The End of the World.

My name is F.G.A.M., God of the gods,

Look on my Works, ye Mighty, and despair.

 

Hear the command: that my Ozymandias statue be.

Made of gold, for millennia, of silver, for centuries,

bronze, iron, stone, ice, sand… it does not matter.

 

Call oneself God

until being God:

this is the fundament.

More Writings (English)

Macaulay Culkin

 

Portrait of the world.

As a Lego castle.

 

“Pact”… I think this the word that you…

I whispered. I have The Voice.

You have The Tongue.

 

What does “we” mean? That a Lego castle

is not a cards castle. Absolutely:

a Lego castle is no sand castle.

 

My turn, your turn. I place a piece.

You place a piece. Otherwise: the land of the always,

the pirate attack of the adults.

 

Michael, you still hold my hand.

In my hand: another piece.

Recitations (Portuguese)

Sexualidade de Flaubert

Poems in Journals and Blogs (Portuguese)

Writings (Spanish) / Trad: Amanda Moreira

More Writings (Portuguese)

Maranata

 

Para Z.

 

Los cristales que rompieran,

yo los he dejado.

 

Y sobre mi figura:

los pedazos en las uñas, en los vellos de los brazos, en mis párpados.

 

Mi rostro se corta. Pero hacía tiempo en que él ya estaba cortado ––

y aquí, creo, nunca ha habido tanta “paz” aquí, creo.

 

El importante es que viene el viento que es frío, que es caliente también.

 

Y que por las fenestras,

los leones pronto entran. Son cientos de ellos.

Ellos me rodean, lamen los trozos de vidrio, los cortes de mi rostro.

 

Háblame.

Yo digo a cada uno de ellos.

Venecia

 

Para D.

 

Oh, hermanita.

Y tú tendrás que venir aquí

Me reconstituir.

Los ojos de las orejas de las fosas nasales de la boca.

De las manos de mi'Alma.

Ese será el tuyo más grande de todos los deberes.

Así.

Instalame las plataforma elevadas del rostro.

Mi rostro es Venecia.

No para.

No consigo hacerle parar.

No se puede parar.

Hay una hora...que no hay más como parar.

Acqua alta.

Entonces seré La Cabeza Sólo Água.

Água será no sé que es quel'água es.

No importa.

Água será.

 

Miami, Abril de 2014

More Writings (Portuguese)

Marjorie Perloff

 

João Batista dizia. Que eu não. Não sou O Messias.

Eu sou aquele que diz. Que. Depois de mim. Vem.

Aquele que é. Que já é. Antes das afasias.

Minhas. Tuas. Afasias. Aquele que foi é e vem.

 

Eu. Bem. Vos digo então. Que eu não sou A Messias não.

Eu sou aquela que diz. Que F.G.A.M. é o que é.

O metamodernismo. Palavra para Abrão.

Sai da tua terra e casa. Abrão. Qualquer um que é.

 

Que tem pé. Para andar. Para qualquer lugar.

Onde O Sol O Sol diz que não é mais marginal.

Querer ser “marginal”. Não é mais alternativo.

 

Falar “alternativo”. Não é mais novo pagar.

De “novo”. Seja novo. Alternativo e mau.

(Marginal de cu é rola). Se tornou normativo.

 

Miami, 22 de Agosto de 2018

Chuck Traynor

 

Minhas pernas e tronco... submersos?

na areia movediça

 

quando

 

Linda, te fiz...

bem sei eu, a coisa entre coisas ––o utensílio doméstico...

e eu... eu sinto que...

e eu...

 

Ah! os Diabos!

 

Uma cadela é uma cadela é uma cadela...

Eu te estacava, piranha!

 

Estão minha cabeça e os braços a tentarem se erguer ao céu?

Onde os deuses foram aniquilados?

Devo de estar eu tateando os corpos dos deuses aniquilados;

 

os deuses foram aniquilados, sim ––

fiz a areia, a areia por toda parte...

 

E a forma do homem...  a forma...

do... homem...

 

Eu te trazia a disciplina...

 

Quando há muito anseio pela A luz, mesmo a da lâmpada qualquer

fiz areia na minha boca, na minha língua...

 

Eu te estacava a ilusão.... da lógica...

 

A lâmpada qualquer foi estraçalhada.

 

Eu vejo os reflexos nos cacos de vidro.

Linda, eu os desejo.

Eva Braun

 

A grama está crescendo de dentro para fora.

Houve um tempo que não. Que eu pouco percebia.

Mas Ele me mostrou. E o que antes não havia

agora é o que há que é. Os Cem Olhos do Dia.

 

Pessoa com espingarda na varanda sentada.

Vê que a grama está viva. Feito outro qualquer bicho.

Feito outro qualquer bicho.

Feito outro qualquer bicho.

 

Feito outro qualquer bicho.  Feito outro qualquer bicho,

 

eu me visto de mim. Mas a pele descasca.

Eis a grama já morta. A grama da nevasca.

 

No O Subúrbio Americano Qualquer,

menos olhos. Noventa

 

e nove. Noventa e oito.

Noventa e sete e menos. Menos, menos, demais

de menos de cem olhos.

José Dirceu

 

Nossa luta, e um punho fechado...

Acho que me ouvi... alguém dizer...

de um fundo, de um fundo de uma outra cabeça...

 

Então, te sussurrei na boca com limão e língua. Que José Dirceu: herói do povo brasileiro.

Você ri. Quando eu não estou rindo.

 

Eu tava nu. Eu tava te dizendo sinceramente... Que eu também quero...

Eu quero um mundo muito. Mais muito mais vermelho.

Eu não estou rindo. Te dizia mesmo de um novo povo de Israel.

Um povo que seria o povo do mundo todo.

 

Quando eu estou cheirando A Cocaína.

Nas As Tuas As Tetas da A Grande Loira Americana No O Iate em A Miami. 

 

Eu não estou rindo.

 

Eu estou velejando para A Praia.

O nome dela é Eu Odeio Cheiro de Preto em Transporte Público.

 

Eu não estou rindo.